Google desativa Pixel Studio menos de dois anos depois do lançamento

Google desativa Pixel Studio menos de dois anos depois do lançamento
App de geração de imagens não permite mais novas criações (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google desativou a função principal do Pixel Studio, aplicativo de criação e edição de imagens por IA.
  • A atualização remove a interface de criação de imagens por comandos de texto e direciona os usuários para o app do Gemini.
  • Projetos antigos criados no Pixel Studio continuam acessíveis, permitindo visualizar e salvar imagens e figurinhas geradas.

O Google parece estar centralizando as funcionalidades de criação de imagens no app do Gemini. Com isso, começou a desativar a principal função do Pixel Studio, aplicativo de criação e edição de imagens por IA lançado com a linha Pixel 9, em agosto de 2024.

A partir da versão 2.3, o app deixa de permitir a geração de imagens por comandos de texto e passa a direcionar os usuários para o Gemini. Agora, ao abrir o app atualizado, a interface em que era possível digitar prompts e criar imagens não aparece mais. A versão 2.3 do Pixel Studio está sendo distribuída gradualmente para dispositivos Android compatíveis.

App redireciona para o Gemini

De acordo com o site Android Authority, no lugar, o usuário encontra um botão “Abrir Gemini”, que leva à página do app na Google Play Store. A desativação já vinha sendo sinalizada desde fevereiro, quando o Google começou a remover algumas funções do Pixel Studio.

O app ainda continuará disponível para download e os projetos antigos criados pelos usuários seguem acessíveis, permitindo visualizar e salvar imagens e figurinhas geradas.

Com isso, o Pixel Studio fica restrito ao histórico, enquanto novas criações passam a ser direcionadas ao app principal de IA da empresa, que também recebeu um novo gerador de vídeos, anunciado no Google I/O 2026.

Pixel Studio foi lançado com o Pixel 9

O Pixel Studio estreou em 2024 como um dos recursos de IA da linha Pixel 9. A proposta era oferecer uma ferramenta simples para criar imagens a partir de comandos de texto, algo próximo ao que a Apple apresentou com o Image Playground, para o iOS.

Apesar de ser tratado como um recurso nativo dos celulares Pixel, o app combinava processamento local com o modelo em nuvem Imagen 3, desenvolvido pelo Google, exigindo conexão com a internet para renderizar as imagens.

Além da criação por texto, o app permitia editar imagens adicionando ou removendo elementos por meio de comandos e criar pacotes de figurinhas personalizadas. Ao longo do tempo em atividade, o Google também adicionou recursos como integração com o teclado Gboard, ferramentas de edição generativa e a capacidade de criar representações de pessoas.

Google desativa Pixel Studio menos de dois anos depois do lançamento

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