
Resumo
- O Nubank encerrou o seguro gratuito de compras não reconhecidas para clientes Ultravioleta e lançou o Ultravioleta Protegido, com custo de R$ 19,99 por mês.
- O novo seguro oferece coberturas como golpes digitais e roubo de itens pessoais, com limites de até R$ 30 mil e R$ 7,5 mil, respectivamente.
- A mudança gerou críticas, com clientes reclamando da perda de um benefício gratuito e do aumento de custos associados ao cartão Ultravioleta.
Os clientes do Nubank sofreram um revés que vai pesar no bolso: a empresa acabou com o seguro gratuito de compras não reconhecidas que fazia parte dos benefícios do cartão de alta renda Ultravioleta. Ao mesmo tempo, passou a oferecer o seguro Ultravioleta Protegido, que é mais completo, mas custa R$ 19,99 por mês. Ou seja, os consumidores que quiserem esse tipo de proteção terão um custo adicional que chega a R$ 239,88 por ano.
A mudança (com razão) gerou críticas na internet. Algumas pessoas apontaram que o serviço anterior, chamado de Proteção de Transações Digitais, era citado até mesmo nos termos e condições do programa Ultravioleta.
O que mudou no Ultravioleta?
Nós procuramos o Nubank para entender a situação. Em resposta ao Tecnoblog, o banco enfatizou que são produtos distintos e que este novo seguro é resultado “de uma escuta ativa” das necessidades dos clientes, que apontaram “golpes, fraudes digitais e roubo de itens pessoais entre os incidentes que mais geram preocupação”.
Segundo o comunicado, o Ultravioleta Protegido reúne duas coberturas:
- Golpes digitais, uso forçado do cartão e transferências sob ameaça – até R$ 30 mil, com limite de quatro acionamentos por ano
- Bolsa Protegida – até R$ 7,5 mil em caso de roubo de bolsa ou mochila com celular, notebook e outros itens pessoais
A contratação pode ser feita diretamente no app do Nubank. Já o acionamento da cobertura do seguro deve ocorrer pelo SAC, também no app, que está disponível 24 horas por dia. O banco afirma que 98% dos reembolsos são pagos em até cinco dias úteis.
Como condição de lançamento, por tempo limitado, quem contratá-lo recebe 50% do valor de volta em cashback nos três primeiros meses.
“Os clientes também contam com o Atendimento Ultravioleta 24 horas, e as demais soluções de segurança do Nubank, como o Modo Rua, permanecem disponíveis.”

Benefícios viraram cobranças
Em uma publicação na comunidade oficial, o cliente Renê Fraga reconhece que o novo seguro traz coberturas mais completas, como a da bolsa, mas critica o modelo: “algo que era uma vantagem do Ultravioleta agora tem preço separado”. Na avaliação dele, o banco está retirando benefícios e transformando serviços gratuitos em produtos à parte, enquanto o custo para manter o cartão sobe.
A implementação do novo Ultravioleta Protegido ocorre ao longo de setembro. Já o antigo Proteção de Transações Digitais será encerrado até outubro.
Essa não é a primeira mudança do tipo. A assinatura gratuita do Rappi Pro deixou de existir em dezembro de 2024. Já em setembro de 2025, o Nubank encerrou o cashback com rendimento de 200% do CDI, o que levou a um sem-número de reclamações. Na mesma reformulação, a mensalidade do Ultravioleta subiu de R$ 49 para R$ 89 e o gasto mínimo para isenção passou de R$ 5 mil para R$ 8 mil por mês no crédito. A gratuidade permanece para quem tem R$ 50 mil guardados ou investidos.
A HBO Max também mudou. Em abril, o Nubank anunciou o fim do acesso gratuito ao streaming e, em julho, revisou a decisão. Os clientes atuais têm 12 meses do plano Básico com Anúncios sem custo e, depois disso, pagam R$ 4,90 por mês – sejamos sinceros, um valor ainda abaixo do habitual. Na ocasião, eles disseram que as alterações nos benefícios seguem as condições de mercado e o nível de adoção dos clientes.
Nesta quarta-feira (23/09), o Nubank apresentou a nova versão de seu programa de pontos. O NuCoin estreia níveis, sorteios e descontos, e é válido apenas para adeptos do cartão Roxinho (Croma e Ultravioleta ficam de fora).




