
Resumo
- O Google liberou um update de segurança com 42 correções para o Chrome, incluindo dispositivos com Windows, macOS, Linux, Android e iOS.
- Três dessas falhas são classificadas como críticas e envolvem problemas de memória que abrem portas para a execução de códigos maliciosos.
- A recomendação é forçar a atualização manualmente pelo menu “Sobre o Google Chrome”.
O Google corrigiu 42 vulnerabilidades no Chrome, três delas classificadas como críticas. Segundo a empresa, nenhuma delas foi explorada em ataques cibernéticos até o momento. Do total, 26 falhas foram identificadas internamente, enquanto as outras 16 foram encontradas por pesquisadores externos.
Para evitar que invasores explorem as brechas, o Google já disponibilizou uma atualização de segurança para Windows, macOS, Linux, Android e iOS.
Três falhas receberam classificação crítica
As compilações 153.0.8010.47 e 153.0.8010.48 do Chrome para Windows e macOS, bem como a 153.0.8010.47 para Linux e Android, trazem as soluções para as vulnerabilidades. Os usuários do iOS também recebem as proteções na versão 154.0.8037.41 do navegador.
Na prática, as três falhas mais graves poderiam permitir que um invasor escapasse do ambiente isolado do navegador, conhecido como sandbox, e passasse a agir diretamente no sistema operacional da vítima. Para explorar essas vulnerabilidades, bastaria induzir o usuário a acessar uma página web adulterada.
A atualização também corrige 28 falhas de alto risco, além de diversos problemas de gravidade média e baixa. Entre os ajustes estão correções de segurança no mecanismo JavaScript e no sistema de extensões do Chrome.
Como atualizar o Google Chrome?

O Chrome geralmente realiza o download dessas melhorias em segundo plano, mas o processo de distribuição é gradual. Para garantir a proteção imediata, uma opção é forçar o update manualmente:
- Acesse o menu principal de três pontos;
- Vá em “Ajuda”;
- Clique em “Sobre o Google Chrome”.
Caso tenha dúvidas sobre o procedimento, o Tecnoblog tem um guia para atualizar o Google Chrome no Android, iPhone e PC. Já no Linux, a disponibilidade da atualização pode variar conforme a distribuição, como Fedora e Ubuntu. Nesses sistemas, o processo costuma ser gerenciado pelo instalador de pacotes, e não pelo menu interno do navegador.
Vale destacar que o Google passou a liberar uma nova versão do Chrome a cada duas semanas para reforçar a segurança e acelerar a chegada de melhorias aos usuários.




